Aniversário de Sertanópolis

Parabéns Sertanópolis pelos seus 85 anos

Hoje, quinta-feira (06/06/2019) Sertanópolis está comemorando 85 anos. Sertanópolis, uma cidade dos sonhos, sonho de um povo simples, de um povo forte, bravo e hospitaleiro.

Nossa linda terra repleta de amor, terra da Amizade, abençoada. Sertanópolis nasceu para ser grande, porque grande é o coração de seu povo.

História: 

Entre os anos de 1918 e 1920, as terras férteis do Norte Novo do Paraná começaram a atrair inúmeros desbravadores e posseiros, porém, foi a partir de 1924 que o município de Sertanópolis começou a ser povoado por algumas famílias vindas do Estado de São Paulo, em grande parte formada por imigrantes portugueses, italianos e espanhóis. Tornaram-se proprietárias de terras, aproveitando o regime oficial de colonização, em face à crescente expansão econômica e social de São Paulo, pois viram nas terras de Sertanópolis excelente qualidade para a cultura do café.

Em 1923 chegou uma comitiva enviada pelo concessionário das terras, Coronel Leopoldo de Paula Vieira proprietário da Companhia Colonizadora do Tibagy LTDA, para iniciar a demarcação dos lotes. Destacam-se os agrimensores MANOEL RABELLO LOUREIRO DOS SANTOS e LUDOVICO SURJUS. Veio também o agenciador de terras LUIZ DELIBERADOR, que ateou fogo no mato derrubado e foi feito o alinhamento da primeira praça da cidade, que atualmente chama-se Praça João XXIII, a mais ou menos duzentos metros da margem esquerda da água da Taboca. Assim teve início à colonização da “Cidade Sertão”, isto é, Sertanópolis. Antes toda a região era denominada pelos índios Caingangues de “Potiguará-Tibagi Panema” que em tradução não literal seria “Grande ave do rio que chora”, em referência as corredeiras do Rio Tibagi.

O primeiro pioneiro que se tem notícia foi o posseiro FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA, que já morava às margens da água da Taboca, num rancho de palmito, nas imediações do atual campo de aviação. Sabe-se também que outras famílias de posseiros já habitavam as margens do Ribeirão Couro do Boi e do Ribeirão do Cerne. Também se destacam alguns pioneiros, entre eles: Joaquim Felipe de Sousa, João Reichert, Sebastião Antunes do Prado, José Fagundes, Francisco Deliberador, Saturnino Borges Teixeira, Joaquim Bueno da Silva, Aristide Menk, Lourenço Antonio da Veiga, João Augusto Pereira, Antonio Romanim e as famílias: Pescador, Casagrande, Matesco, Almeida, Pissinatti, Fernandes, entre outras.

Em 1926 a Colônia de Sertanópolis possuía cerca de 50 moradias, 5 casas comerciais, uma pensão de propriedade do Sr. José Fagundes que passou a ser a primeira hospedaria, uma farmácia e uma máquina de beneficiar arroz. Já em 1927, outro estabelecimento de hospedagem era inaugurado pela Sr. Maria Procópia de Souza.

O desenvolvimento da Colônia, propiciado pela fertilidade do solo, atraiu muitas famílias, o que levou a ser criado, em 1926, um distrito policial e, um ano depois, o distrito judicial. Em 1929, a Colônia já possuía uma população de 500 pessoas e, a 10 de abril, criava-se o município de Sertanópolis através de um decreto estadual. Gurgêncio Celso de Mattos, que chegara junto com D. Maria Procópia de Souza, foi o primeiro funcionário público a ser contratado em 4 de abril de 31, por 90 mil réis mensais, para “carpa nas ruas desta villa”. Entretanto a quebra da bolsa em 1929, as revoluções de 1930 e 1932, geadas, chuvas fortes e prolongadas, inexistência de estradas transitáveis resultaram em um êxodo de grandes proporções. Em 1930, por exemplo, o prefeito teve que devolver seu salário de 650 mil réis aos cofres da prefeitura em decorrência da grande crise financeira. Assim, a estagnação na vila fez com que o município retornasse à categoria de distrito, voltando a pertencer à Comarca de Jataí, hoje Jataizinho, em maio de 1932. Dois anos depois, com as primeiras cargas dos cafezais melhorando a situação financeira de todos, junto à união e trabalho dos moradores que permaneceram, propiciou-se, uma atividade dinâmica e empreendedora: Foram criados muitos pequenos engenhos produtores de açúcar, desenvolveu-se a cultura de suínos e a produção agrícola encontrou, no nascente município de Londrina, mercado acessível para a venda da produção. Tudo isso, aliado a um comércio atuante, fez com que em 6 de junho de 1934 Sertanópolis recuperasse, em definitivo, sua autonomia municipal. Entretanto a Comarca da cidade somente foi criada em março de 1944 e instalada solenemente no dia 19 de abril do mesmo ano. Em 1947, Sertanópolis sofreu seu primeiro grande desmembramento com a criação dos municípios de Bela Vista do Paraíso, Ibiporã, Jaguapitã, Jataizinho e Porecatu. Em 1951, uma nova ruptura criava o município de Primeiro de Maio.

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